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Dom Rafael

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Escola de Hotelaria

O começo do século XXI traz a marca da mobilidade humana como um dos aspectos mais visíveis hodiernamente. Seja por motivos econômicos, das novas configurações do trabalho, do capitalismo em rede, seja por motivos sociais devido as diferentes dinâmicas internas aos países, seja pela intensa troca cultural impulsionada pela globalização, a circulação de pessoas é cada vez mais intensa. Neste contexto, a hospitalidade é um dos temas que mais ganha repercussão na atualidade. Da hospitalidade estatal (abrigo à estrangeiros, refugiados, migrações), ao turismo (setor que cresce e se populariza a cada ano) ou até mesmo ao abrigar diferentes trocas comerciais globo afora (mercado global), a problematização e a qualificação da hospitalidade ganha cada vez mais espaço, sobretudo nos setores mais identificados com esta natureza, como hospitais e hotéis. Acompanhando este fenômeno da mobilidade humana na atualidade, a necessidade de qualificação desses setores é cada vez mais urgente e necessária. Uma estratégia imprescindível para tanto, é o investimento na formação de pessoal capacitado para desempenhar diferentes funções relacionadas a estas demandas de acolhimento. Aliás, a formação e a dimensão pedagógica, são lastros importantes para a configuração de excelência deste setor. Nesse intuito, que o presente projeto se constitui como uma importante alternativa desdobrada em dois objetivos: Atender a demanda da hospitalidade na cidade de Santa Maria/RS e região, no que tange a rede hoteleira; e, oportunizar a formação mão de obra qualificada, criando possibilidades de qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.

Projeto Hospedaria da Arte

O que pode um hotel hospedar? O que pode circular nos quartos de um hotel? O que pode abrigar os espaços de passagem, os lugares da impermanência e os cantos de acolhimento? Pode um hotel acolher a arte e expandi-la para além de suas janelas? Esticar a hospitalidade para além do limite de suas fronteiras concretas? Como uma heterotopia dos viajantes ou um altar ao nomadismo? Um templo reservado aos olhares curiosos, que escutam o tempo a bater em cada passo no corredor da vida, como um ritmo definido por chegadas e partidas, por encontros e despedidas, um lugar reservado a esperar destinos transitórios? Um repositório de sonhos móveis e infiéis a suas camas de uma noite? O que pode esse lugar fazer permanecer das almas que o trafegaram por dentro, que emprestaram seus sonhos e seus pesadelos, suas saudades de casa e a certeza de encontrarem incrédulos ali também uma casa? Uma casa que seja feita de calor na geada, de preenchimento no vazio, de arte e cultura como um sinal de que onde há humanos morando ainda que apenas agora e já não mais, sempre haverá uma chance de que suas pegadas decalcadas em promessas vindas de outros mundos, de uma vida outra que a cada travessia faz dessa casa não de um mas de muitos. É dessa forma, como gestores da passagem que o projeto hospedaria da arte quer mais do que receber, replicar os efeitos estéticos desse encontro, da arte com a hospitalidade, da criação com o acolhimento, da invenção com o abrigo. Que toda a arte seja bem-vinda e cuidada!

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